Conforme anunciado, a Samsung apresentou nesta quinta (3), em Londres, o seu novo smartphone topo de linha, o Galaxy S 3.
O aparelho chegará ao mercado europeu no final deste mês e aos EUA em junho. O preço e a chegada ao mercado brasileiro não foram mencionados.
O novo aparelho roda Android 4 (de codinome Ice Cream Sandwich), a versão mais recente do sistema operacional do Google. Seu processador é um ARM Cortex-A9 de núcleo quádruplo.
A tela do novo Galaxy tem 4,8 polegadas, com resolução de 1.280x720 pixels --1,3 polegada a mais que o iPhone e meia polegada a menos que o grandalhão Galaxy Note.
A tela do Galaxy S 3 apresenta 50% pixels a mais que a aclamada tela Retina dos iPhones 4 e 4S. Por outro lado, a densidade de pixels do Galaxy --que gera a sensação de nitidez-- é inferior à do smartphone da Apple: são 306 ppp (pixels por polegada) contra 326 ppp.
O painel é de tecnologia Amoled (matriz ativa de diodos orgânicos emissores de luz, da sigla em inglês), que geralmente possui brilho maior que seus concorrentes.
CÂMERA ESPERTA
A câmera frontal do Galaxy S 3 funciona como um sensor de atividade, a fim de poupar a bateria. Com a tecnologia Smart Stay, ela pode reconhecer quando o usuário está olhando para a tela, mantendo alto o nÃvel de luminosidade. Dessa maneira, o aparelho pode diminuir o brilho do display --ao detectar que o olhar se desviou-- e, consequentemente, o consumo de energia.
O dispositivo de captura principal do aparelho (traseiro) terá 8 megapixels, e o frontal, 1,9 megapixel. VÃdeo poderá ser gravado na resolução de 1.080p.
Haverá duas opções de memória interna para o smartphone: 16 ou 32 Gbytes. Posteriormente, uma versão de 64 Gbytes também será vendida. O armazenamento total pode ser expandido com o uso de um cartão microSD de até 64 Gbytes.
A espessura do Galaxy S 3, de 8,6 mm, é 0,7mm menor que a do iPhone 4 S. O telefone da Samsung também pesa menos que o da Apple: são 133 g contra 140 g.
O telefone tem uma tecnologia chamada S-Beam, que usa o protocolo de transferência de arquivos NFC e é baseada no Android Beam. Segundo a empresa, o S-Beam propicia trocas de arquivo mais rápidas --a empresa diz que 1 Gbyte poderá ser transmitido em três minutos.
A Samsung, ao contrário do que faz no Galaxy X, que traz um Android "puro", apresentou uma interface fortemente modificada, com telas que simulam água.
COMANDOS DE VOZ
Durante o anúncio do aparelho, Jean-Daniel Ayme, vice-presidente de operações europeias da Samsung, demonstrou por diversas vezes a capacidade de reconhecimento de voz que tem o novo Galaxy.
Ao dizer, em inglês "tchau, Galaxy", por exemplo, o smartphone se desligou. A frase "quero tirar uma foto", por sua vez, invocou a câmera do aparelho.
MELHOR SMARTPHONE DO MUNDO
Ao fazer a apresentação inicial do smartphone, o presidente do departamento de dispositivos móveis da Samsung, J. K. Chin, afirmou: "Houve rumores corretos e rumores incorretos. O que eu posso afirmar com segurança é que o Galaxy S 3 é o melhor smartphone de sua classe no mundo".
A Samsung recentemente desbancou a Nokia e se tornou lÃder no setor de telefonia móvel. Em terceiro aparece a Apple, graças à s vendas do iPhone, principal concorrente dos aparelhos da linha Galaxy S.
Os ótimos resultados trimestrais da Amazon.com estão ajudando a convencer os céticos nos mercados americanos de que vale a pena comprar papeis da varejista da internet, que está tentando se transformar em uma empresa de tecnologia.
As ações da Amazon saltaram 15% nesta sexta-feira depois que a empresa apresentou os resultados do primeiro trimestre e margens bem acima das expectativas, adicionando US$ 10 bilhões em valor de mercado e marcando a maior alta diária desde outubro de 2009.
O presidente-executivo, Jeff Bezos, tentou convencer investidores a ficarem na companhia no longo prazo quando flertava com prejuÃzos nos trimestres recentes. Ele está tentando transformar a Amazon de uma versão online de uma grande varejista, como o Wal-Mart, em um provedora de serviços de tecnologia.
Alguns investidores argumentam que sua valorização de mais de 70 vezes acima dos lucros - superando empresas como a Apple Inc e Google Inc que produzem resultados recordes - se justifica porque a Amazon está a caminho de uma enorme expansão de margem. A companhia se expande para serviços mais lucrativos como a hospedagem de websites em nuvem para fornecer um ambiente online conectando compradores e vendedores.
"Estes serviços vão se tornar uma parte crescentemente importante dos negócios totais da Amazon e será um guia para a lucratividade futura", disse o analista Carlos Kirjner, da Bernstein Research, em relatório.
A Amazon está tentando ser "nem uma livraria ou uma varejista, mas uma companhia que usa tecnologia e sua escala para transformar cadeias de valores" do varejo à distribuição editorial e de vÃdeo.
Um novo estudo, lançado nesta quinta-feira (26), revela que o Kindle Fire, da Amazon, tem mais da metade do mercado de tablets com Android nos EUA.
A pesquisa, que foi realizada pela comScore, revela que a presença do Kindle Fire saltou de 29,4% em dezembro de 2011 para 54,4% em fevereiro de 2012 no paÃs.
No mesmo perÃodo em que o tablet da Amazon popularizou-se nos EUA, seus principais concorrentes perderam espaço. O Samsung Galaxy Tab, que ocupa o segundo lugar entre os tablets mais populares com Android do paÃs, teve uma queda de 23,8% para 15,4% em sua participação no mercado. O Motorola Xoom, no terceiro lugar, caiu de 11,8% para 7%.
O estudo ainda revela que usuários de tablets com telas maiores consomem mais conteúdo do que donos de aparelhos com pequenas telas.
Quando as ações da Apple caem, o desempenho de Wall Street como um todo corre risco?
A influência desproporcional da Apple sobre o setor de tecnologia e o mercado de ações em geral ficou muito evidente quando as ações da fabricante do iPad caÃram 4,1% nesta segunda-feira.
Companhia dominante do mercado de ações, a Apple responde por um terço da alta de 20% do setor de tecnologia no Ãndice S&P 500 em 2012, o melhor desempenho entre os dez setores do Ãndice de ações das 500 maiores empresas dos EUA.
O problema é que o sucesso da empresa pode estar mascarando uma tendência do mercado mais amplo em direção a um crescimento mais lento do lucro.
As companhias de tecnologia devem registrar alta de 7,5% no lucro neste primeiro trimestre, de acordo com estimativas da Reuters.
PODER DA MAÇÃ
Se a Apple for excluÃda da lista, o setor de tecnologia estaria diante de uma queda de 0,3% em seu lucro.
"Parece que a cada trimestre, a cada ano, todos preveem que a tecnologia se sairá muito bem, mas, sem a Apple, o setor não cumpriria essas expectativas", diz Daniel Morgan, um dos administradores de ativos da Sinovus Trust Company, de Atlanta, que detém 30 mil ações da empresa.
Os resultados trimestrais apresentados até o momento por grandes empresas de tecnologia pouco fizeram para inspirar Wall Street.
GOOGLE, MICROSOFT E OUTRAS
Na semana passada, o Google anunciou resultados que confirmavam projeções, e os resultados da IBM e da Intel, anunciados na noite desta terça-feira, não resultaram em uma onda de compras. As ações das três companhias fecharam em baixa nesta quarta.
Faltam os resultados da Microsoft, que serão conhecidos nesta quinta-feira, e os da Texas Instruments, que saem na segunda. A Apple divulgará seus números na terça.
MARGEM DE LUCRO
Além do lucro lÃquido, outro indicador crucial de desempenho de uma empresa são as margens de lucro, que indicam a medida de controle que ela exerce sobre seus custos.
As margens de lucro são maiores na tecnologia que nos demais setores do S&P 500, mas boa parte dessa vantagem também se relaciona à Apple.
No primeiro trimestre deste ano, a margem de lucro do setor de tecnologia foi estimada em 17%. Sem a Apple, o resultado cairia para 15,7% --o que derrubaria a tecnologia ao segundo posto no quesito, atrás de serviços financeiros.
DEPENDÊNCIA
Se consideradas as receitas, a previsão de crescimento do setor de tecnologia é de 6,7% --excluindo a Apple, a alta deve ser de 2,3%.
As ações da Apple representam 4,5% do Ãndice S&P 500, um patamar que não era visto desde 2009, quando a Microsoft chegou a 4,9%.
"A Apple meio que nos liderou até este ponto", diz Morgan. "A questão agora é: algum dos outros nomes começará a avançar se a Apple não se sair tão bem?"
A Mozilla Foundation, empresa criadora do popular navegador Firefox, anunciou nesta quinta-feira (19) um sistema operacional móvel baseado em HTML5.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a Telefônica e possibilitará a criação de aplicativos baseados na web, abertos e compatÃveis com vários dispositivos, que funcionem em qualquer lugar que tenha internet.
"Onde você quer viver sua vida on-line? No Google? Na Microsoft? Na Apple? Uma só companhia, não importa o quão boa seja, não pode satisfazer as necessidades de bilhões de pessoas no mundo", diz Gary Kovacs, presidente-executivo da Mozilla. "É por isso que a web existe para conectar todo mundo. Acreditamos que a web --e não um sistema proprietário como o iOS, o Android ou o Windows Phone-- é a melhor plataforma".
Todos os recursos do aparelho (chamadas, SMS, busca, jogos etc.) serão desenvolvidos em HTML5 e executados por meio do navegador Firefox.
A iniciativa, por ser baseada em web, permitirá que telefones mais baratos tenham funcionalidade de smartphone. "Se vocês não lembram, o primeiro iPhone era baseado na web. Mas nós não tÃnhamos um HTML5, e os browsers mudaram muito desde então", diz Kovacs.
O sistema, baseado em OWD (Open Web Device), estará disponÃvel em 2013. Nenhum parceiro de hardware foi anunciado pela Mozilla ou pela Telefônica.











