Voltas por cima serão a trama dominante da E3 (Electronic Entertainment Expo), a feira anual na qual o setor de videogames exibe variedade espantosa de novos jogos, consoles e aparelhos variados, e que começa na semana que vem.
Cerca de 45 mil jornalistas, profissionais do setor e analistas estarão em Los Angeles para a conferência, que ocupará um espaço equivalente a oito campos de futebol.
A conferência deste ano, que se estenderá de 7 a 9 de junho, começa em um momento no qual o setor tenta se adequar ao rápido crescimento dos jogos on-line e para celulares, e no qual dois de seus baluartes se veem em situação insegura.
A Nintendo, que vinha liderando as vendas de hardware, luta para conquistar usuários junto a Microsoft e Sony e teve resultados decepcionantes com o lançamento de seu portátil 3DS. Em um esforço para retomar a liderança, ela exibirá um novo console de videogame.
A Sony, enquanto isso, tentará apagar a mancha causada por uma violação de dados que expôs informações pessoais de mais de 100 milhões de usuários de suas redes on-line.
Ambas as companhias japonesas realizarão entrevistas coletivas antes da abertura oficial da E3, na terça-feira.
A Nintendo até o momento divulgou poucos detalhes sobre seu novo aparelho, mas ele deve oferecer recursos gráficos de alta definição, um controle especial, sensores de movimentos e tecnologia que permitirá que execute jogos antigos da empresa.
A introdução de um novo console para casa, o primeiro em cinco anos, pode reanimar o setor mundial de videogames, que vem enfrentando dificuldades, apesar de movimentar US$ 65 bilhões ao ano, disseram executivos do setor.
"Considero o lançamento de um novo aparelho da Nintendo como positivo para o setor, porque força todo mundo a apresentar melhor desempenho", disse Yves Guillemot, presidente-executivo da produtora de videogames francesa Ubisoft. "Isso forçará Microsoft e Sony a agirem", disse.
A Sony lançou o PlayStation 3 em novembro de 2006, enquanto a Microsoft lançou o Xbox em novembro de 2005. Os dois consoles têm vendas firmes e nenhuma das duas fabricantes anunciou planos imediatos para novos sistemas, diferentemente da Nintendo.
Para atualizar seus consoles, Sony e Microsoft lançaram novos controles dotados de sensores de movimentos, que permitem que os usuários se vejam dançando ou praticando esportes em suas telas de TV.
HACKERS
A Sony enfrenta tipo diferente de obstáculo depois de um ataque de hackers em abril. Desde que ele ocorreu, os críticos vêm atacando a empresa por não proteger bem suas redes e ter esperado uma semana até alertar seus clientes.
O sistema on-line de videogames da Sony, a PlayStation Network, passou cerca de três semanas desativado, e algumas de suas partes ainda não voltaram a funcionar em alguns países. Legisladores, autoridades regulatórias e a polícia de diversos países estão investigando os ataques.
Há pouca chance de que a Sony escape das consequências do ataque durante a E3.
"A apresentação da Sony terá de incluir um mea-culpa quanto aos ataques e reassegurar os clientes de que suas informações estão seguras", disse Eric Handler, analista da MKM Partners. "Não vão poder varrer a situação para baixo do tapete."
Quando conseguir desviar as atenções do ataque, o foco da Sony será divulgar seu novo portátil, o Next Generation Portable, ou NGP, que ainda não foi lançado. O esguio aparelho dotado de tela sensível a toques de cinco polegadas dispõe de conexões Wi-Fi e 3G e câmeras frontal e traseira. A Sony deve divulgar detalhes do preço, data de lançamento e títulos que estarão disponíveis para o NGP, durante o evento.
Outro tema dominante da E3 serão os jogos on-line. Trata-se de uma ampla gama de títulos jogados na internet, especialmente no Facebook, via computador, console ou celular e tablet. Os jogos on-line e digitais gerarão receita de até US$ 18 bilhões neste ano, 15% acima do ano passado, de acordo com a DFC Intelligence.
A Electronic Arts anunciou na sexta-feira o lançamento de um serviço on-line de jogos chamado Origin, que permitirá que consumidores comprem e baixem jogos on-line diretamente dele, bem como acompanhem todos os seus jogos em diferentes plataformas.
Battlefield 3 e FIFA 12, dois títulos importantes da companhia, estarão disponíveis no Origin quando o serviço chegar ao mercado.
"Mas não tem câmera?", perguntaram-se alguns, decepcionados, quando o primeiro iPad foi anunciado, em janeiro de 2010.
Seguiram-se lançamentos de concorrentes com câmeras, como o Samsung Galaxy Tab e o Motorola Xoom, além do próprio iPad 2.
Reprodução
Exemplos de realidade aumentada em tablets
Mas, pelo jeito, pouca gente usa as câmeras dos tablets para atividades além de videochamadas: o portal de fotografia Flickr tem apenas 23 usuários diários da câmera do iPad 2, ante 4.402 do iPhone 4, por exemplo.
Para que câmeras em tablets, então? A Metaio diz ter a resposta: para realidade aumentada, que fica mais à vontade nas telas dos tablets, muito mais avantajadas que as dos smartphones.
Na semana passada, a empresa publicou um vídeo com exemplos.
Ao apontar o tablet para o televisor, um jogador de futebol cabeceia uma bola virtual, que avança para fora do aparelho e pode ser tocada para revelar uma promoção.
Pensando em trocar de relógio? Coloque no pulso uma tira de papel, aponte a câmera do tablet para ela e vá alternando entre os modelos.
"Realidade aumentada é mais do que um truque de marketing ou hype; é, na verdade, uma revolução em interfaces", diz a Metaio.
Sistema traz tecnologia Silverlight e comandos de voz.
Fiat, Ford, Kia e Nissan já utilizam o software da empresa.
A Microsoft lançou o sistema Windows Embedded Automotive 7 para carros, permitindo que os motoristas possam utilizar diversos recursos de tecnologia enquanto dirigem. Fabricantes como Fiat, Ford, Kia e Nissan já utilizam o software da empresa em seus veículos.
Entre os recursos proporcionados pelo Windows Ebedded Automotive 7 está a tecnologia Silverlight, que permite apresentar gráficos em 2D e em 3D nas telas sensíveis ao toque, e tecnologia de reconhecimento de voz “Tellme” que permite, por exemplo, utilizar comandos e responder mensagens de texto recebidas no por meio da voz.
A empresa aproveitou para anunciar que o sistema estará no modelo 2011 do Nissan Leaf, que possui tela sensível ao toque que permite navegação GPS, localização de postos de abastecimento, controlar a temperatura interna do carro e consumo do motor.
A Apple propôs um novo padrão para cartões SIM, menor que o usado atualmente pela empresa no iPhone e no iPad, a fim de poder produzir aparelhos mais finos, afirmou uma executiva da Orange à Reuters.
Um porta-voz da entidade europeia para padrões de telecomunicações, a ETSI, confirmou que a Apple fez uma proposta de um novo padrão para chips, mas a decisão sobre dar início ao processo de padronização, que pode levar mais de um ano, ainda não foi tomada.
"Esse processo pode levar algum tempo, até um ano ou mais, se houver fortes discordâncias entre empresas do setor. No entanto, quando há um amplo consenso entre as empresas que participam do comitê de padronização, o processo pode ser acelerado em meses", disse.
A Orange afirmou que apoia a estratégia, assim como outras operadoras.
"Estamos bastante contentes em ver que a Apple, na semana passada, submeteu novos padrões ao ETSI para um cartão SIM menor --com tamanho inferior ao usado atualmente pelo iPhone 4 e pelo iPad", disse a diretora de serviços móveis da Orange, Anne Bouverot.
Quando se trata de produtos tecnológicos, fabricantes e consumidores preferem olhar para o futuro. Poucas coisas parecem inibir sentimentos nostálgicos como computadores velhos. Isso, porém, pode estar começando a mudar com a volta ao mercado de marcas que fizeram história no universo da informática.
Um dos responsáveis por isso é Barry Altman, que, em abril de 2010, fundou a Commodore USA, empresa que vai ressuscitar as marcas Commodore e Amiga. Ele conseguiu licenciar os nomes ligados à Commodore International, companhia pioneira que faliu em 1994.
Entre os retornos está o do Commodore 64, uma das máquinas de maior sucesso da história. Segundo um relatório de 1993 da Commodore International, 17 milhões de unidades foram vendidas entre 1982 e 1993.
Assim como o original, o novo Commodore 64 é um equipamento em peça única, que funciona sob um teclado.
A primeira vista, ele é muito parecido com a máquina na qual se inspirou.
A diferença entre as duas gerações pode estar em seu foco. O original se popularizou por ser uma máquina potente (para a época) para o mundo dos games. Com processador MOS 6510 de 1 MHz, memória de 64 Kbytes e chip gráfico VIC-II, ele atraía pela qualidade dos jogos.
Já o novo Commodore 64 tem entranhas de netbook. Em sua configuração mais robusta, ele tem um processador Intel de dois núcleos Atom D525 de 1,8 GHz, 4 Gbytes de memória, chip gráfico Nvidia Ion 2 e disco rígido de 1 Tbyte. Além disso, ele tem leitor de Blu-ray e conexões Wi-Fi e Bluetooth.
Quase 30 anos depois, o preço não foi alterado profundamente. Enquanto original saía por US$ 595, o atual custa US$ 895 --e ainda precisa de um monitor.
Mas o Commodore 64 não foi o único equipamento a pular no túnel do tempo. O Atari 400, um dos seus concorrente no início dos anos 1980, também está de volta.
A reedição, porém, é menos ambiciosa. Ela consiste apenas do teclado laranja e marrom (um design com a cara de como o futuro era imaginado nos anos 1970). Produzido pela loja japonesa Geek Stuff4u, ele tem saída USB e teclas do tipo chiclete.
Embora o preço atual seja alto para um teclado (US$ 140), ele já está esgotado e uma nova fornada não está prevista --sucesso parecido com o do Atari 400 original.
Lançado em 1979, ele teve centenas de milhares de unidades vendidas ao preço de US$ 549,95.











